Você abre o aplicativo da Netflix e, antes mesmo de procurar alguma coisa, já aparecem filmes e séries que parecem ter sido escolhidos especialmente para você.
E aí vem aquele pensamento: “Como a Netflix sabia que eu queria assistir a isso?”
Isso não é coincidência. Mas também não é adivinhação.
A Netflix utiliza uma enorme quantidade de dados sobre o comportamento de seus usuários para identificar padrões e fazer previsões sobre quais conteúdos podem ser mais interessantes para cada pessoa.
Mas será que a Netflix sabe realmente o que você quer assistir?
Não exatamente. Ela tenta prever.
Cada escolha gera um dado
Quando você decide assistir a uma série, abandona um filme depois de alguns minutos, pesquisa determinado gênero ou passa horas assistindo a uma produção, está deixando informações sobre suas preferências.
Imagine, por exemplo, que você costuma assistir a:
- filmes de suspense;
- séries policiais;
- documentários sobre crimes;
- produções com investigação.
Depois de observar esse comportamento, o sistema começa a identificar um padrão.
É aí que entra uma das grandes forças da Estatística: encontrar padrões nos dados para ajudar a compreender e prever comportamentos.
E se outras pessoas tiverem gostos parecidos com os seus?
A Netflix possui milhões de usuários, cada um com diferentes hábitos e preferências.
Ao analisar esses dados, é possível encontrar usuários que apresentam comportamentos semelhantes. Se pessoas com hábitos parecidos com os seus costumam assistir a determinado conteúdo, esse conteúdo pode se tornar uma boa opção para aparecer na sua recomendação.
Assim, a plataforma não precisa descobrir exatamente o que você está pensando. Ela pode utilizar os padrões encontrados nos dados para estimar o que provavelmente irá despertar seu interesse.
Onde entra a Estatística?
Por trás de uma recomendação existem dados, modelos e métodos capazes de identificar relações e padrões.
Conceitos como probabilidade, correlação, classificação, previsão e análise de dados podem fazer parte desse processo.
O objetivo é transformar uma grande quantidade de informações sobre usuários e conteúdos em algo útil: uma previsão sobre o que você provavelmente vai gostar.
E é justamente aí que a Estatística ganha um papel importante: transformar dados em informações que podem apoiar decisões e previsões.
Estatística está mais presente do que imaginamos
Quando pensamos em Estatística, é comum imaginar gráficos, pesquisas, médias e tabelas.
Mas ela também está presente em situações que fazem parte do nosso cotidiano.
Sistemas de recomendação, mecanismos de busca, publicidade digital, aplicativos de música, redes sociais e diversas outras tecnologias utilizam dados para fazer previsões e auxiliar na tomada de decisões.
No fim, aquela recomendação que aparece na sua tela não é mágica.
É dado sendo transformado em informação, e informação sendo utilizada para fazer uma previsão.
E talvez, da próxima vez que a Netflix recomendar exatamente aquela série que você queria assistir, você possa pensar:
“Ela não leu minha mente. Provavelmente encontrou um padrão nos meus dados.”
